Caro leitor segue um estudo sobre o Vinho ou bebida alcoólica, segundo a medicina, aspectos sociais e pela Palavra de Deus.
23/11/2008
Segundo a Sociedade
Aspectos gerais sobre Bebida alcoólica
Apesar do desconhecimento por parte da maioria das pessoas, o álcool também é considerado uma droga psicotrópica, pois ele atua no sistema nervoso central, provocando uma mudança no comportamento de quem o consome, além de ter potencial para desenvolver dependência. O álcool é uma das poucas drogas psicotrópicas que tem seu consumo admitido e até incentivado pela sociedade. Esse é um dos motivos pelo qual ele é encarado de forma diferenciada, quando comparado com as demais drogas. Apesar de sua ampla aceitação social, o consumo de bebidas alcoólicas, quando excessivo, passa a ser um problema. Além dos inúmeros acidentes de trânsito e da violência associada a episódios de embriaguez, o consumo de álcool a longo prazo, dependendo da dose, freqüência e circunstâncias, pode provocar um quadro de dependência conhecido como alcoolismo. Desta forma, o consumo inadequado do álcool é um importante problema de saúde pública, especialmente nas sociedades ocidentais, acarretando altos custos para sociedade e envolvendo questões, médicas, psicológicas, profissionais e familiares.
Segundo a Medicina
Efeitos da bebida alcoólica no organismo
A ingestão de álcool provoca diversos efeitos, que aparecem em duas fases distintas: uma estimulante e outra depressora.
Nos primeiros momentos após a ingestão de álcool, podem aparecer os efeitos estimulantes como euforia, desinibição e loquacidade (maior facilidade para falar). Com o passar do tempo, começam a aparecer os efeitos depressores como falta de coordenação motora, descontrole e sono. Quando o consumo é muito exagerado, o efeito depressor fica exacerbado, podendo até mesmo provocar o estado de coma.
Os efeitos do álcool variam de intensidade de acordo com as características pessoais. Por exemplo, uma pessoa acostumada a consumir bebidas alcoólicas sentirá os efeitos do álcool com menor intensidade, quando comparada com outra pessoa que não está acostumada a beber. Outro exemplo está relacionado a estrutura física; uma pessoa com uma estrutura física de grande porte terá uma maior resistência aos efeitos do álcool.
O consumo de bebidas alcoólicas também pode desencadear alguns efeitos desagradáveis, como enrubescimento da face, dor de cabeça e um mal-estar geral. Esses efeitos são mais intensos para algumas pessoas cujo organismo tem dificuldade de metabolizar o álcool. Os orientais, em geral, têm uma maior probabilidade de sentir esses efeitos.
Síndrome de abstinência fetal
A Síndrome de Abstinência Fetal descrita pela primeira vez em
1973 era considerada inicialmente uma conseqüência da desnutrição da
mãe, posteriormente viu-se que os bebês das mães alcoólatras
apresentavam problemas distintos dos bebês das mães desnutridas,
além de outros problemas que esses não tinham. Constatou-se assim
que os recém-natos das mães alcoólatras apresentam um problema
específico, sendo então denominada Síndrome de Abstinência Fetal (SAF).
As características da SAF são: baixo peso ao nascer, atraso no
crescimento e no desenvolvimento, anormalidades neurológicas,
prejuízos intelectuais, más formações do esqueleto e sistema
nervoso, comportamento perturbado, modificações na pálpebra deixando
os olhos mais abertos que o comum, lábio superior fino e alongado. O
retardo mental e a hiperatividade são os problemas mais
significativos da SAF. Mesmo não havendo retardo é comum ainda o
prejuízo no aprendizado, na atenção e na memória; e também
descoordenação motora, impulsividade, problemas para falar e ouvir.
O déficit de aprendizado pode persistir até a idade adulta.
Efeitos do Álcool sobre o Cérebro
Os resultados de exames pos-mortem (necropsia) mostram que
pacientes com história de consumo prolongado e excessivo de álcool
têm o cérebro menor, mais leve e encolhido do que o cérebro de
pessoas sem história de alcoolismo. Esses achados continuam sendo
confirmados pelos exames de imagem como a tomografia, a ressonância
magnética e a tomografia por emissão de fótons. O dano físico direto
do álcool sobre o cérebro é um fato já inquestionavelmente
confirmado. A parte do cérebro mais afetada costumam ser o córtex
pré-frontal, a região responsável pelas funções intelectuais
superiores como o raciocínio, capacidade de abstração de conceitos e
lógica. Os mesmos estudos que investigam as imagens do cérebro
identificam uma correspondência linear entre a quantidade de álcool
consumida ao longo do tempo e a extensão do dano cortical. Quanto
mais álcool mais dano. Depois do córtex, regiões profundas seguem na
lista de mais acometidas pelo álcool: as áreas envolvidas com a
memória e o cerebelo que é a parte responsável pela coordenação
motora.
Conseqüências corporais do alcoolismo
À medida que o alcoolismo avança, as repercussões sobre o corpo se
agravam. Os órgãos mais atingidos são: o cérebro, trato digestivo,
coração, músculos, sangue, glândulas hormonais. Como o álcool
dissolve o mucus do trato digestivo, provoca irritação na camada
externa de revestimento que pode acabar provocando sangramentos. A
maioria dos casos de pancreatite aguda (75%) são provocados por
alcoolismo. As afecções sobre o fígado podem ir de uma simples
degeneração gordurosa à cirrose que é um processo irreversível e
incompatível com a vida. O desenvolvimento de patologias cardíacas
pode levar 10 anos por abusos de álcool e ao contrário da cirrose
pode ser revertida com a interrupção do vício. Os alcoólatras
tornam-se mais susceptíveis a infecções porque suas células de
defesas são em menor número. O álcool interfere diretamente com a
função sexual masculina, com infertilidade por atrofia das células
produtoras de testosterona, e diminuição dos hormônios masculinos. O
predomínio dos hormônios femininos nos alcoólatras do sexo masculino
leva ao surgimento de características físicas femininas como o
aumento da mama (ginecomastia). O álcool pode afetar o desejo sexual
e levar a impotência por danos causados nos nervos ligados a ereção.
Nas mulheres o álcool pode afetar a produção hormonal feminina,
levando diminuição da menstruação, infertilidade e afetando as
características sexuais femininas.
Problemas Psiquiátricos Causados pelo Alcoolismo
Abuso de Álcool
A pessoa que abusa de álcool não é necessariamente alcoólatra, ou
seja, dependente e faz uso continuado. O critério de abuso existe
para caracterizar as pessoas que eventualmente, mas recorrentemente
têm problemas por causa dos exagerados consumos de álcool em curtos
períodos de tempo. Critérios: para se fazer esse diagnóstico é
preciso que o paciente esteja tendo problemas com álcool durante
pelo menos 12 meses e ter pelo menos uma das seguintes situações: a)
prejuízos significativos no trabalho, escola ou família como faltas
ou negligências nos cuidados com os filhos. b) exposição a situações
potencialmente perigosas como dirigir ou manipular máquinas
perigosas embriagado. c) problemas legais como desacato a
autoridades ou superiores. d) persistência no uso de álcool apesar
do apelo das pessoas próximas em que se interrompa o uso.
Dependência ao Álcool
Para se fazer o diagnóstico de dependência alcoólica é
necessário que o usuário venha tendo problemas decorrentes do uso de
álcool durante 12 meses seguidos e preencher pelo menos 3 dos
seguintes critérios: a) apresentar tolerância ao álcool -- marcante
aumento da quantidade ingerida para produção do mesmo efeito obtido
no início ou marcante diminuição dos sintomas de embriaguez ou
outros resultantes do consumo de álcool apesar da continua ingestão
de álcool. b) sinais de abstinência -- após a interrupção do consumo
de álcool a pessoa passa a apresentar os seguintes sinais: sudorese
excessiva, aceleração do pulso (acima de 100), tremores nas mãos,
insônia, náuseas e vômitos, agitação psicomotora, ansiedade,
convulsões, alucinações táteis. A reversão desses sinais com a
reintrodução do álcool comprova a abstinência. Apesar do álcool
"tratar" a abstinência o tratamento de fato é feito com
diazepam
ou
clordiazepóxido dentre outras medicações. c) o dependente de
álcool geralmente bebe mais do que planejava beber d) persistente
desejo de voltar a beber ou incapacidade de interromper o uso. e)
emprego de muito tempo para obtenção de bebida ou recuperando-se do
efeito. f) persistência na bebida apesar dos problemas e prejuízos
gerados como perda do emprego e das relações familiares.
Abstinência alcoólica
A síndrome de abstinência constitui-se no conjunto de sinais
e sintomas observado nas pessoas que interrompem o uso de álcool
após longo e intenso uso. As formas mais leves de abstinência se
apresentam com tremores, aumento da sudorese, aceleração do pulso,
insônia, náuseas e vômitos, ansiedade depois de 6 a 48 horas desde a
última bebida. A síndrome de abstinência leve não precisa
necessariamente surgir com todos esses sintomas, na maioria das
vezes, inclusive, limita-se aos tremores, insônia e irritabilidade.
A síndrome de abstinência torna-se mais perigosa com o surgimento do
delirium tremens. Nesse estado o paciente apresenta confusão mental,
alucinações, convulsões. Geralmente começa dentro de 48 a 96 horas a
partir da ultima dose de bebida. Dada a potencial gravidade dos
casos é recomendável tratar preventivamente todos os pacientes
dependentes de álcool para se evitar que tais síndromes surjam. Para
se fazer o diagnóstico de abstinência, é necessário que o paciente
tenha pelo menos diminuído o volume de ingestão alcoólica, ou seja,
mesmo não interrompendo completamente é possível surgir a
abstinência. Alguns pesquisadores afirmam que as abstinências
tornam-se mais graves na medida em que se repetem, ou seja, um
dependente que esteja passando pela quinta ou sexta abstinência
estará sofrendo os sintomas mencionados com mais intensidade, até
que surja um quadro convulsivo ou de delirium tremens. As primeiras
abstinências são menos intensas e perigosas.
Delirium Tremens
O Delirium Tremens é uma forma mais intensa e complicada da
abstinência. Delirium é um diagnóstico inespecífico em psiquiatria
que designa estado de confusão mental: a pessoa não sabe onde está,
em que dia está, não consegue prestar atenção em nada, tem um
comportamento desorganizado, sua fala é desorganizada ou
ininteligível, a noite pode ficar mais agitado do que de dia. A
abstinência e várias outras condições médicas não relacionadas ao
alcoolismo podem causar esse problema. Como dentro do estado de
delirium da abstinência alcoólica são comuns os tremores intensos ou
mesmo convulsão, o nome ficou como Delirium Tremens. Um traço comum
no delírio tremens, mas nem sempre presente são as alucinações
táteis e visuais em que o paciente "vê" insetos ou animais
asquerosos próximos ou pelo seu corpo. Esse tipo de alucinação pode
levar o paciente a um estado de agitação violenta para tentar
livrar-se dos animais que o atacam. Pode ocorrer também uma forma de
alucinação induzida, por exemplo, o entrevistador pergunta ao
paciente se está vendo as formigas andando em cima da mesa sem que
nada exista e o paciente passa a ver os insetos sugeridos. O Delirim
Tremens é uma condição potencialmente fatal, principalmente nos dias
quentes e nos pacientes debilitados. A fatalidade quando ocorre é
devida ao desequilíbrio hidro-eletrolítico do corpo.
Intoxicação pelo álcool
O estado de intoxicação é simplesmente a conhecida embriaguez, que
normalmente é obtida voluntariamente. No estado de intoxicação a
pessoa tem alteração da fala (fala arrastada), descoordenação
motora, instabilidade no andar, nistagmo (ficar com olhos oscilando
no plano horizontal como se estivesse lendo muito rápido), prejuízos
na memória e na atenção, estupor ou coma nos casos mais extremos.
Normalmente junto a essas alterações neurológicas apresenta-se um
comportamento inadequado ou impróprio da pessoa que está intoxicada.
Uma pessoa muito embriagada geralmente encontra-se nessa situação
porque quis, uma leve intoxicação em alguém que não está habituado é
aceitável por inexperiência mas não no caso de alguém que conhece
seus limites.
Wernicke-Korsakoff (síndrome amnéstica)
Os alcoólatras "pesados" em parte (10%) desenvolvem algum problema
grave de memória. Há dois desses tipos: a primeira é a chamada
Síndrome Wernicke-Korsakoff (SWK) e a outra a demência alcoólica. A
SWK é caracterizada por descoordenação motora, movimentos oculares
rítmicos como se estivesse lendo (nistagmo) e paralisia de certos
músculos oculares, provocando algo parecido ao estrabismo para quem
antes não tinha nada. Além desses sinais neurológicos o paciente
pode estar em confusão mental, ou se com a consciência clara, pode
apresentar prejuízos evidentes na memória recente (não consegue
gravar o que o examinador falou 5 minutos antes) e muitas vezes para
preencher as lacunas da memória o paciente inventa histórias, a isto
chamamos fabulações. Este quadro deve ser considerado uma
emergência, pois requer imediata reposição da vitamina B1(tiamina)
para evitar um agravamento do quadro. Os sintomas neurológicos acima
citados são rapidamente revertidos com a reposição da tiamina, mas o
déficit da memória pode se tornar permanente. Quando isso acontece o
paciente apesar de ter a mente clara e várias outras funções mentais
preservadas, torna-se uma pessoa incapaz de manter suas funções
sociais e pessoais. Muitos autores referem-se a SWK como uma forma
de demência, o que não está errado, mas a demência é um quadro mais
abrangente, por isso preferimos o modelo americano que diferencia a
SWK da demência alcoólica.
Síndrome Demencial Alcoólica
Esta é semelhante a demência propriamente dita como a de Alzheimer.
No uso pesado e prolongado do álcool, mesmo sem a síndrome de
Wernick-Korsakoff, o álcool pode provocar lesões difusas no cérebro
prejudicando além da memória a capacidade de julgamento, de
abstração de conceitos; a personalidade pode se alterar, o
comportamento como um todo fica prejudicado. A pessoa torna-se
incapaz de sustentar-se.
Sociedade e a Bebida alcoólica
O abuso do álcool e o alcoolismo estão entre os principais problemas da nossa sociedade. O álcool é uma droga como a heroína, a cocaína e o crack. Por quê ? Porque vicia, altera o estado mental da pessoa que o utiliza, levando-a a atos insensatos, muitas vezes violentos. Pior, causa mais problemas à família e à sociedade. Infelizmente, faz parte da nossa cultura Brasileira o seu uso.
A sociedade é bombardeada diariamente por intensas campanhas publicitárias, visando aumentar o número dos consumidores de bebidas alcoólicas. Os comerciais veiculados na TV, transmitem uma idéia de sucesso, pregam que serão felizes nos relacionamentos amorosos, interpessoais (muitos amigos) e vitoriosos nas práticas esportivas, entre outras inverdades. É notório o êxito das campanhas promovidas pelos produtores de bebidas; o crescimento dos consumidores é vertiginoso, inclusive, entre os adolescentes e jovens. O álcool é uma droga lícita (tal qual o cigarro) dotada de grande poder destrutivo, os males produzidos pelo seu consumo englobam, desde a deterioração da saúde à destruição da personalidade e dignidade do homem.
Pela constatação dos resultados negativos da ingestão de bebida alcoólica, conclui-se que é uma idéia concebida pelo diabo, a fim de aprisionar o homem ao pecado, destruindo-lhe a dignidade e o amor próprio.
Estudo sobre o Vinho Embriagante considerando a Bíblia Sagrada
O Vinho nos Tempos do Novo Testamento
Vinho fermentado ou não fermentado? Segue-se um exame da palavra bíblica mais comumente usada para vinho. A palavra grega para “vinho”, em Lc 7.33, é oinos. Oinos pode referir-se a dois tipos bem diferentes de suco de uva: (1) suco não fermentado, e (2) vinho fermentado ou embriagante. Esta definição apóia-se nos dados abaixo.
(1) A palavra grega oinos era usada pelos autores seculares e religiosos, antes da era cristã e nos tempos da igreja primitiva, em referência ao suco fresco de uva (ver Aristóteles, Metereologica, 387.b.9-13). (a) Anacreontes (c. de 500 a.C.) escreve: “Esprema a uva, deixe sair o vinho [oinos]” (Ode 5). (b) Nicandro (século II a.C.) escreve a respeito de espremer uvas e chama de oinos o suco daí produzido (Georgica, fragmento 86). (c) Papias (60-130 d.C.), um dos pais da igreja primitiva, menciona que quando as uvas são espremidas produzem “jarros de vinho” [oinos] (citado por Ireneu, Contra as Heresias, 5.33.3-4). (d) Uma carta em grego escrita em papiro (P.Oxy, 729; 137 d.C.), fala de “vinho [oinos] fresco, do tanque de espremer” (ver Moulton e Milligan, The Vocabulary of the Greek Testament, p. 10). (e) Ateneu (200 d.C.) fala de um vinho [oinos] doce, que “não deixa pesada a cabeça” (Ateneu, Banquete, 1.54). Noutro lugar, escreve a respeito de um homem que colhia uvas “acima e abaixo, pegando vinho [oinos] no campo” (1.54). Para considerações mais pormenorizadas sobre o uso de oinos pelos escritores antigos, ver Robert P. Teachout: “O emprego da Palavra Vinho no Antigo Testamento”. (Dissertação de Th.D. no Seminário Teológico de Dallas, 1979).
(2) Os eruditos judeus que traduziram o AT do hebraico para o grego cerca de 200 a.C. empregaram a palavra oinos para traduzir várias palavras hebraicas que significam vinho. Noutras palavras, os escritores do NT entendiam que oinos pode referir-se ao suco de uva, com ou sem fermentação.
(3) Quanto à literatura grega secular e religiosa, um exame de trechos do NT também revela que oinos pode significar vinho fermentado, ou não fermentado. Em Efésios 5.18, o mandamento: “não vos embriaguez com vinho [oinos] refere-se ao vinho alcoólico. Por outro lado, em Ap 19.15 Cristo é descrito pisando o lagar. O texto grego diz: “Ele pisa o lagar do vinho” [oinos]; o oinos que sai do lagar é suco de uva (ver Is 16.10; Jr 48.32,33). Em Ap 6.6, oinos refere-se às uvas da videira como uma safra que não deve ser destruída. Logo, para os crentes dos tempos do NT, “vinho” (oinos) era uma palavra que podia ser usada para duas bebidas distintivamente diferentes, extraídas da uva: o vinho fermentado e o não fermentado.
(4) Finalmente, os escritores romanos antigos explicam com detalhes, vários processos usados para tratar o suco de uva recém-espremido, especialmente as maneiras de evitar sua fermentação. (a) Columela (Da Agricultura, 12.29, sabendo que o suco de uva não fermenta quando mantido frio (abaixo de 10 graus C.) e livre de oxigênio, escreve da seguinte maneira: “Para que o suco de uva sempre permaneça tão doce como quando produzido, siga estas instruções: Depois de aplicar a prensa às uvas, separe o mosto mais novo [i.e., suco fresco], coloque-o num vasilhame (amphora) novo, tampe-o bem e revista-o muito cuidadosamente com piche para não deixar a mínima gota de água entrar; em seguida, mergulhe-o numa cisterna ou tanque de água fria, e não deixe nenhuma parte da ânfora fica acima da superfície. Tire a ânfora depois de quarenta dias. O suco permanecerá doce durante um ano” (ver também Columela: Agricultura e Árvores; Catão: Da Agricultura). O escritor romano Plínio (século I d.C.) escreve: “Tão logo tiram o mosto [suco de uva] do lagar, colocam-no em tonéis, deixam estes submersos na água até passar a primeira metade do inverno, quando o tempo frio se instala” (Plínio , História Natural, 14.11.83). Este método deve ter funcionado bem na terra de Israel (ver Dt 8.7; 11.11,12; Sl 65.9-13). (b) Outro método de impedir a fermentação das uvas é fervê-las e fazer um xarope (para mais detalhes, ver o próximo estudo “O Vinho nos Tempos do Novo Testamento”). Historiadores antigos chamavam esse produto de “vinho” (oinos). O Cônego Farrar (Smith´s Bible Dictionary), p. 747) declara que “os vinhos assemelhavam-se mais a xarope; muitos deles não eram embriagantes”. Ainda, O Novo Dicionário da Bíblia (p. 1665) observa que “sempre havia meios de conservar doce o vinho durante o ano inteiro”.
O uso do Vinho na Ceia do Senhor
Jesus usou uma bebida fermentada ou não fermentada de uvas, ao instituir a Ceia do Senhor (Mt 26.24-29; Mc 14.22-25; Lc 22.17-20; 1 Co 11.23-26)? Os dados abaixo levam à conclusão de que Jesus e seus discípulos beberam no dito ato suco de uva não fermentado.
(1) Nem Lucas nem qualquer outro escritor bíblico emprega a palavra “vinho” (gr. oinos) no tocante à Ceia do Senhor. Os escritores dos três primeiros Evangelhos empregam a expressão “FRUTO DA VIDE” (Mt 26.24; Mc 14.25, Lc 22.18). O vinho não fermentado é o único “fruto da vide” verdadeiramente natural, contendo aproximadamente 20% de açúcar e nenhum álcool. A fermentação destrói boa parte do açúcar e altera aquilo que a videira produz. O vinho fermentado não é produzido pela videira [não é “fruto da vide”].
(2) Jesus instituiu a Ceia do Senhor quando Ele e seus discípulos estavam celebrando a Páscoa. A lei da Páscoa em Ex 12.14-20 proibia, durante a semana daquele evento, a presença de seor (Ex 12.15), palavra hebraica para fermento ou qualquer agente fermentador. Seor, no mundo antigo, era frequentemente obtido da espuma espessa da superfície do vinho quando em fermentação. Além disso, todo o hametz (i.e., qualquer coisa fermentada) era proibido (Êx 12.19; 13.7). Deus dera essas leis porque a fermentação simbolizava a corrupção e o pecado (cf. Mt 16.6,12; 1 Co 5.7,8). Jesus, o Filho de Deus, cumpriu a lei em todas as suas exigências (Mt 5.17). Logo, teria cumprido a lei de Deus para a Páscoa, e não teria usado vinho fermentado.
(3) Um intenso debate perpassa os séculos entre os rabinos e estudiosos judaicos sobre a proibição ou não dos derivados fermentados na videira durante a Páscoa. Aqueles que sustentam uma interpretação mais rigorosa e literal das Escrituras hebraicas, especialmente Ex 13.7, declaram que nenhum vinho fermentado devia ser usado nessa ocasião.
(4) Certos documentos judaicos afirmam que o uso do vinho não fermentado na Páscoa era comum nos tempos do NT. Por exemplo: “Segundo os Evangelhos Sinóticos, parece que no entardecer da quinta-feira da última semana de vida aqui, Jesus entrou com seus discípulos em Jerusalém, para com eles comer a Páscoa na cidade santa; neste caso, o pão e o vinho do culto de Santa Ceia instituído naquela ocasião por Ele, como memorial, seria o pão asmo e o vinho não fermentado do culto Seder (ver “Jesus”, The Jewish Encyclopaedia, edição de 1904, V.165).
(5) No AT, bebidas fermentadas nunca deviam ser usadas na casa de Deus, e um sacerdote não podia chegar-se a Deus em adoração se tomasse bebida embriagante (Lv 10.9). Jesus Cristo foi o Sumo Sacerdote de Deus do novo concerto, e chegou-se a Deus em favor do seu povo (Hb 3.1; 5.1-10).
(6) O valor de um símbolo se determina pela sua capacidade de conceituar a realidade espiritual. Logo, assim como o pão representava o corpo puro de Cristo e tinha que ser pão asmo (i.e., sem a corrupção da fermentação), o fruto da vide, representando o sangue incorruptível de Cristo, seria melhor representado por suco de uva não fermentado (cf. 1 Pe 1.18-19). Uma vez que as Escrituras declaram explicitamente que o corpo e sangue de Cristo não experimentaram corrupção (Sl 16.10; At 2.27; 13.37), esses dois elementos são corretamente simbolizados por aquilo que não é corrompido nem fermentado.
(7) Paulo determinou que os coríntios tirassem dentre eles o fermento espiritual, i.e., o agente fermentador “da maldade e da malícia”, porque Cristo é a nossa Páscoa (1 Co 5.6-8). Seria contraditório usar na Ceia do Senhor um símbolo da maldade, i.e., algo contendo levedura ou fermento, se considerarmos os objetivos dessa ordenança do Senhor, bem como as exigências bíblicas para dela participarmos (Fonte: Bíblia de Estudo Pentecostal, p.1517-19).
Portanto, o suco de uva não embriagante e não fermentado é a bebida mais apropriada para representar o sangue de Jesus na Ceia do Senhor. Por coerência, o pão, representativo do corpo de Cristo, deve ser sem fermento. O vinho fermentado é uma bebida alcoólica. Um sacerdote que tome vários goles de vinho dessa natureza por dia, em celebrações várias, tende a se tornar viciado. Qualquer espécie de bebida que contenha álcool é considerada uma droga, capaz de levar a dependência. A cachaça, por exemplo, é uma droga. Os ex-alcoólatras são orientados para não tomarem o primeiro gole, a fim de não desencadear um impulso incontrolável. O fornecimento de bebida embriagante a irmãos nessa situação, por ocasião da Ceia, seria desaconselhável.
A bebida Alcoólica segundo a Palavra de Deus (Bíblia Sagrada)
A mensagem principal do Senhor Jesus é a vida e a sua preservação em santidade e pureza.
A Palavra de Deus nos diz em João 10;10
"O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir; eu vim para que tenham vida, e a tenham com abundância."
Nós já aprendemos anteriormente um breve resumo do que o álcool faz na vida da sociedade , aspectos e alguns efeitos portanto claramente é possível tirar a conclusão que o álcool é algo destrutivo , pois acabam com lares, famílias, empregos, destrói relacionamentos enfim ele vai destruindo e o fim é a morte.
Caros leitores podem perceber na Palavra de Deus citada que em João 10;10 que isso provém do diabo ele quer destruir o máximo que puder e levar as pessoas até a morte, pois ele já esta condenado por Deus.
A Palavra de Deus nos ensina que Deus quer que tenhamos vida e vida com abundância, ou seja, Jesus Cristo não quis dizer que é para sermos ricos que abundemos na vida material tenhamos posses , carros, mansões, salários exorbitantes, Jesus Cristo quer dizer uma vida espiritual digna diante de Deus , ele quer que cheguemos mais perto de Deus para que Deus possa nos abençoar, termos uma vida tranqüila de paz, bondade, fé, amor para com o próximo de união em família de saúde física, mas principalmente uma vida espiritual ativa , quando estamos em comunhão com Deus às outras coisas sendo elas matérias ou não são apenas uma conseqüência daquilo que Deus já tem preparado para nós.
É comum encontrarmos dentro das igrejas, vidas que anseiam por uma latinha de cerveja ou uma dose de whisky, estas, não vigiaram devidamente e foram influenciadas pela astuta mensagem do inimigo; preferem satisfazerem à carne e sua “sede” a ouvir a voz do Espírito Santo, que misericordiosamente se materializa na instrumentalidade dos irmãos. A palavra dita por Deus a Ezequiel se aplica muito bem a eles, veja:
“Os filhos são de duro semblante e obstinados de coração; eu te envio a eles, e lhes dirás: Assim diz o SENHOR Deus. Eles, quer ouçam quer deixem de ouvir, porque são casa rebelde, hão de saber que esteve no meio deles um profeta.” Ez 2:4,5
O Senhor Deus também fala com profundidade em Sua Palavra sobre a ingestão de bebidas alcoólicas, desaconselhando o seu consumo.
O consumo da bebida alcoólica é Proibido por Deus
No livro de Levítico capítulo 10 Deus condena claramente a ingestão de bebida alcoólica, Nadabe e Abiú sacerdotes do templo morreram diante do Senhor porque beberam bebidas alcoólicas e entraram alcoolizados em um lugar Santo.
Levítico 10;8-10
E falou o SENHOR a Arão, dizendo:
Não bebereis vinho nem bebida forte, nem tu nem teus filhos contigo, quando entrardes na tenda da congregação, para que não morrais; estatuto perpétuo será isso entre as vossas gerações
E para fazer diferença entre o santo e o profano e entre o imundo e o limpo
Vejam meus amados que o Próprio Deus falou a Arão para não beber Vinho ou bebida forte, pois estavam sujeitos a morte caso isso acontecesse.Ainda hoje é assim , nós não devemos beber seja pouco ou muito, seja vinho ou bebida forte como pinga , caipirinha, cerveja, whisky, vodka ou qualquer outro tipo de bebida que contenha álcool, pois podemos acabar com nossas vidas. Deus fala ainda que este seja um estatuto perpétuo, ou seja, para “sempre” nunca devemos beber bebidas alcoólicas.
Efésios 5.18 "E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito."
Lucas 21.34 "E olhai por vós, não aconteça que os vossos corações se carreguem de glutonaria, de embriaguez, e dos cuidados da vida, e venha sobre vós de improviso aquele dia"
Ato desagradável a Deus
Gálatas 5.21 "Invejas, homicídios, bebedices, glutonarias, e coisas semelhantes a estas, acerca das quais vos declaro, como já antes vos disse, que os que cometem tais coisas não herdarão o reino de Deus
Veja você amado que a palavra de Deus mais uma vez claramente condena um grupo, entre esses aqueles que fazem ingestão de bebidas alcoólicas, aprendemos agora que aqueles que bebem bebidas alcoólicas não herdarão o Reino de Deus.
É uma vergonha para o servo de Deus a bebida alcoólica
Isaias 28.7 “Mas também estes erram por causa do vinho, e com a bebida forte se desencaminham; até o sacerdote e o profeta erram por causa da bebida forte; são absorvidos pelo vinho; desencaminham-se por causa da bebida forte; andam errados na visão e tropeçam no juízo.
Porque todas as suas mesas estão cheias de vômitos e imundícia, e não há lugar limpo
Provérbios 20.1 "O vinho é escarnecedor, a bebida forte alvoroçadora; e todo aquele que neles errar nunca será sábio"
Efeitos do vinho e bebidas alcoólicas segundo a Palavra Deus
Provérbios 23;29-35
Para quem são os ais? Para quem os pesares? Para quem as pelejas? Para quem as queixas? Para quem as feridas sem causa? E para quem os olhos vermelhos?
Para os que se demoram perto do vinho, para os que andam buscando vinho misturado.
Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
No fim, picará como a cobra, e como o basilisco morderá.
Os teus olhos olharão para as mulheres estranhas, e o teu coração falará perversidades.
E serás como o que se deita no meio do mar, e como o que jaz no topo do mastro.
E dirás: Espancaram-me e não me doeu; bateram-me e nem senti; quando despertarei? aí então beberei outra vez.
Amados estes são apenas alguns efeitos escarnecedores do Vinho e outras bebidas alcoólicas.Quantas vezes você já fez uso de bebidas alcoólicas e sentiu esses efeitos após estar sobre o efeito da bebida?
Isto relata bem o que pode acontecer com quem faz uso de bebidas alcoólicas.O problema meus amados é que numa dessas as pessoas podem perder a família, nem seus amigos vão querer te ajudar, numa dessas pode perder seu emprego e virar um escravo da bebida pelo resto da sua vida , numa dessa você pode sofrer um acidente e ficar lesado pelo resto da sua vida, numa dessa você pode perder a sua vida e ir direto para o inferno, pois já aprendemos pela Bíblia Sagrada que os que bebem não herdarão o Reino de Deus.
No livro de Romanos capítulo 14 e versículo 12 diz "Cada um dara conta de si mesmo a Deus" ou seja, se a pessoa faz uso de bebidas alcoólicas e por conta dos efeitos da bebida , matou alguém ou cometeu algo ilícito vai dar conta disso a Deus.
É desonroso para quem acredita em Deus fazer uso de bebidas alcoólicas
Romanos 13.13 "Andemos honestamente, como de dia; não em glutonarias, nem em bebedeiras, nem em desonestidades, nem em dissoluções, nem em contendas e inveja”
Serão Destituídos do Reino de Deus
1 Coríntios 6.10 "Não erreis: nem os devassos, nem os idólatras, nem os adúlteros, nem os efeminados, nem os sodomitas, nem os ladrões, nem os avarentos, nem os bêbados, nem os maldizentes, nem os roubadores herdarão o reino de Deus.."
Os que fazem uso de bebidas alcoólicas não são boas companhias
Provérbios 23.20 "Não estejas entre os beberrões de vinho, nem entre os comilões de carne"
Serão Punidos e descerão ao inferno
Isaías 5.11-14 "Ai dos que se levantam pela manhã, e seguem a bebedice; e continuam até à noite, até que o vinho os esquente!
E harpas e alaúdes, tamboris e gaitas, e vinho há nos seus banquetes; e não olham para a obra do SENHOR, nem consideram as obras das suas mãos.
Portanto o meu povo será levado cativo, por falta de entendimento; e os seus nobres terão fome, e a sua multidão se secará de sede.
Portanto o inferno grandemente se alargou, e se abriu a sua boca desmesuradamente; e para lá descerão o seu esplendor, e a sua multidão, e a sua pompa, e os que entre eles se alegram.!”
Isaias 5;22 Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;”
Caros amados espero que esse estudo possa ter esclarecido que a vontade de Deus é que as pessoas não façam uso de bebida alcoólica, pois a bebida alcoólica assim como o vinho fermentado, ou seja, aquele que contém substâncias que alteram a natureza do suco de UVA não podem ser ingeridas pelo ser humano, pois é condenada por Deus.
A paz do Senhor e Salvador Jesus Cristo.
Fábio Francisco