O engano do Século

O engano do século - O ano d 1844


A Bíblia é o Livro dos livros; santo, verdadeiro, autêntico, esclarecedor, trazendo em si a maior revelação da humanidade - o Plano de Deus, que consiste na salvação do homem: "Deus ... o qual deseja que todos os homens se salvem..."(I Tm.2:3,4). O mesmo Paulo, que em sua carta a Timóteo fala do propósito de Deus, fala e esclarece também a artimanha do diabo, mostrando que no fim dos tempos o inimigo usaria "doutores" e "mestres", que teriam a missão de espalhar as doutrinas do grande enganador - Satanás: "Pois haverá tempo em que não suportarão a sã doutrina; pelo contrário, cercar-se-ão de mestres, segundo as suas próprias cobiças, como que sentido coceira nos ouvidos; e se recusarão a dar ouvidos à verdade, entregando-se às fábulas" (II Tm.4:3,4). O texto nos deixa esclarecidos de que o inimigo trabalhará muito nesses últimos dias. A cruz foi o lugar mais terrível para o diabo e seus anjos, pois lá Jesus Cristo os venceu totalmente: "E despojando os principados e as potestades, publicamente os expôs ao desprezo, triunfando deles na cruz" (Cl.2:15). Satanás sabia que "maldito todo aquele que for pendurado no madeiro" (Dt.21:23) e, se Jesus ocupasse o lugar do homem na cruz, o remiria e pagaria o escrito de dívida (a Lei) que era contra nós (Cl.2:14). No decorrer do NT o diabo em várias vezes tentou acabar com a vida do nosso Senhor por outros meios: a) - Jogando-o do pináculo do templo (Mt.4:5); b) - Jogando-o de um alto monte (Lc.4:29); c) tentando apedrejá-lo (Jo.10:32, Jo.11:8), enfim, de vários modos o diabo tentou ceifar a vida do nosso Senhor, mas a Palavra sempre afirmava: "... ainda não era chegada a sua hora..." (Jo.7:30). A hora de Cristo seria cumprida na cruz do calvário: "...é chegada a hora, e o filho do homem está sendo entregue..." (Mt.26:45). Quando o Senhor parte em direção a Jerusalém, em direção a Cruz do calvário, o diabo arma uma última cilada e tenta impedi-lo de chegar ao seu alvo. Em João capítulo 12 "uns gregos" queriam vê-lo e assim, impedi-lo assim de chegar à Cruz, mas o Senhor dá uma resposta firme e mostra que o projeto de Salvação não seria impedido, pois havia hora e momento que estavam arquitetados antes da fundação do mundo: "É chegada a hora em que o filho do homem há de ser glorificado" (Jo.12:23). O diabo falhou no seu intento de impedi-lo de chegar ao Gólgota. De cima da cruz, ante ao último suspiro, Jesus Cristo brada: "ESTÁ CONSUMADO"(Jo.19:30) . Ali o Senhor selava a redenção, a libertação de todos aqueles que se chegarem até Ele (Jo.1:12,13), por isso podemos crer em nossa salvação: "Na verdade, na verdade vos digo que quem ouve a minha palavra, e crê naquele que me enviou, tem a vida eterna, e não entrará em condenação"(Jo.5:24). "Quem nele crê não é julgado"(Jo.3:18). "Estas cousas escrevi a fim de saberdes que tendes a vida eterna"(I Jo.5:13). "E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna"(I Jo.5:11). Por esses e muitos outros textos podemos ter certeza, de que aquele que está em Cristo (II Cor.5:17), é salvo pela graça de Deus (Ef.2:8,9).
Como disse o Apóstolo Paulo, nos últimos dias, e acreditamos que estamos nesses dias (I Cor.10:11), apareceriam pessoas para negar a Palavra de Deus. Têm um grupo de pessoas, que sorrateiramente, tem se infiltrado no meio evangélico e espalhado uma doutrina, no mínimo, exótica. Eles afirmam que Jesus, a partir do ano de 1844, começou a investigar quem será salvo ou não. Ou seja, ter certeza da salvação é, para eles, algo obsoleto e um sentimento que não é bíblico. O engodo começou quando G. Miller marcou o advento da volta de Cristo para o ano citado, como nada aconteceu esse grupo começou a tecer uma doutrina que viria a ser chamada de "Juízo Investigativo", "Doutrina da Purificação do Santuário" ou, como nós chamamos, "a salvação incompleta", pois para os Adventistas só "agora Jesus estaria obtendo a redenção eterna" (leia: Hb.9:12). Eles surrupiaram um texto fora do contexto, que é o de Daniel c.8 vr.14 que diz: "...Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado", transformaram esses dias em anos e assim, partindo da data 457 a.C. (que é uma data questionável), chegaram no ano que nada aconteceu - 22 de outubro de 1844 - o ano que Jesus, na concepção dessa seita, deveria ter voltado a Terra. Como nada aconteceu inventaram que o santuário celeste é literal e idêntico ao terreno feito por Moisés e neste caso, Jesus teria saído no dia 22 de outubro de 1844, do "santo lugar" e entrado no "santíssimo" (ou santo dos santos) no ano referido para terminar a sua obra ou fazer esse tal "Juízo Investigativo".
Como percebemos, nos textos dos evangelhos, o diabo fez de tudo para interromper a vida de Cristo antes de chegar a Cruz, como não conseguiu, tenta agora bloquear a graça de Deus na vida das pessoas e deturpar a obra salvífica, dizendo que Jesus veio terminar a sua obra só séculos depois, no ano de 1844. Confesso que tenho pena desta seita que, para cobrir um erro (pois eles esperavam a volta física de Jesus a terra), inventaram uma blasfêmia de ordem satânica.
Antes de prosseguirmos em nossas explicações, vamos entender sobre o que a Bíblia nos revela a cerca do Templo, pois os Adventistas inventaram tal engodo pelo fato de no ano de 1844 não haver templo algum para ser purificado na Terra. Os próprios crentes no advento que deveria ter ocorrido em 1844 esperavam que Jesus purificasse o Templo terrestre (afirma isso a Sra. White em seu livro "O Conflito dos Séculos" p.247-249 - Ed 1935, Casa Publicadora). Como em 1844 não havia templo para ser purificado em Jerusalém (Dn. 8:14) nasce a maior contradição do século, na qual Jesus voltou, mas essa volta seria a sua saída do "santo lugar" para entrar no "santíssimo", onde até hoje está fazendo um "Juízo Investigativo" para ver quem será salvo. Por isso, vamos entender um pouco da relação entre o Templo judaico e a volta de Jesus. Segue abaixo um estudo extraído do livro "O Templo dos Últimos Dias - Ice, Deny":

O Que é o Templo dos Últimos Dias?
Em 1989, a revista Time publicou um artigo intitulado "Tempo para um Novo Templo?" Em que relatava o desejo crescente de muitos judeus devotos de verem um novo templo construído no Monte do Templo em Jerusalém. O correspondente começou escrevendo: "Que a Tua vontade seja a rápida reconstrução do Templo em nossos dias..." Esse pedido a Deus, recitado três vezes ao dia nas orações judaicas, expressam um desejo que faz do Monte do Templo em Jerusalém os 35 acres potencialmente mais instáveis do mundo.
Nos anos que se seguiram a esse artigo, nada diminuiu o desejo de reconstruir o templo. Na verdade, a expectativa e os preparativos continuam a crescer. O apoio do público israelense para a reconstrução do templo, antes fraco, está aumentando gradativamente. A tensão no Oriente Médio continua alta e os problemas religiosos e políticos da região continuam nas manchetes em todo o mundo. Mas, mesmo nestes tempos turbulentos, os ativistas do Movimento do Templo continuam a intensificar seus esforços.
Os esforços da política, da diplomacia, da religião e da cultura convergem todos para o Monte do Templo -provavelmente o terreno mais disputado da terra. Uma das tensões mais importantes entre judeus e muçulmanos é a de que uma mesquita muçulmana, o Domo da Rocha, foi construída no local do templo em Jerusalém. O ativismo em torno do templo tem provocado preocupação e conflito internacional e continua sendo um pavio curto que pode detonar a próxima guerra mundial. Não existem soluções fáceis ou simples nesse complexo drama internacional e há muita retórica.
O líder dos Fiéis do Monte do Templo, Dr. Gershon Salomon, que é um dos defensores mais conhecidos e declarados de um templo reconstruído, afirma:
Eu creio que essa é a vontade de Deus. Ele [o Domo da Rocha] deve ser retirado. Devemos, como sabem, removê-lo. E hoje temos todo o equipamento para fazer isso, pedra por pedra, cuidadosamente, embalando-o e enviando-o de volta para Meca, o lugar de onde veio.
Afirmações tais como essas estão carregadas de emoção e são defendidas com convicção. Qualquer atividade relativa ao Monte do Templo certamente criará o caos e trará reprovação de uma ou mais entidades religiosas ou políticas envolvidas.
No entanto, o sonho de reconstruir o templo é realista e biblicamente correto; um dia ele se realizará. A Bíblia ensina explicitamente que a reconstrução se tornará realidade. Mas a alegria será passageira e a adoração será interrompida. Como veremos através de alguns tópicos da história e da Bíblia, o novo templo não será nem o primeiro nem o último a ser erguido. Sua construção é certa, mas os dias turbulentos que a acompanharão também.
Quantos templos são mencionados na Bíblia?
A Bíblia usa o termo templo de várias maneiras. A palavra templo é derivada do latim, templum, que é uma tradução do substantivo hebraico hêkal, que significa "casa grande". No Velho Testamento, templo quase sempre se refere ao templo em Jerusalém. Quando entramos no Novo Testamento, o uso principal do termo templo (santuário) contínua sendo o templo de Jerusalém. Mas Cristo comparou o Seu corpo a esse templo (veja Mateus 26.61; Marcos 14.58; 15.29; João 2.19). O apóstolo Paulo fala sobre o "corpo de Cristo" como um templo espiritual (Efésios 2.21-22); e o corpo do crente como um "templo do Espírito Santo": "Não sabeis que sois santuário (templo) de Deus, e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1 Coríntios 3.16; veja também 6.19).
Em algumas ocasiões, a Bíblia também faz referência a um templo celestial em linguagem figurativa: Isaías foi levado ao céu e descreve um cenário que pode ser o templo celestial (Isaías 6). João, o autor do Apocalipse, depois de ser levado ao céu, fala especificamente de um templo celestial de onde Deus supervisiona os juízos da Tribulação e envia Seus anjos (Apocalipse 7.15; 11.19; 14.15,17; 15.5,6,8; 16.1,17). O templo celestial, de certa forma, serve de modelo para as várias habitações terrenas de Deus (i.e., tabernáculo, templo e templo espiritual). É claro que todas as vezes que a Bíblia se refere ao Templo celestial é uma forma figurativa de expressão, pois seria impossíveis termos um Templo literal no céu e inadmissível imaginar, como no templo terrestre, um lugar mais santo que o outro no céu, isso seria insustentável. Aliás, o Senhor Jesus Cristo se identificou como sendo este templo no Céu - "Nela não vi santuário, porque o seu [santuário] é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro" (Ap.21:22; Pr. JFM).
Em relação ao templo em Jerusalém - a Bíblia fala de quatro templos:
Quatro templos em Jerusalém são mencionados na Bíblia. Dois (de Salomão e de Herodes) já passaram, mas outros dois (o templo da Tribulação e o do Milênio) serão construídos no futuro de acordo com as profecias. O último templo (do Milênio) será construído pelo próprio Senhor Jesus Cristo quando Ele estabelecer o reino messiânico... Mas o templo da Tribulação deve vir primeiro.
Corno o Tabernáculo preparou Israel para o templo?
O tabernáculo pode ser visto como um "templo móvel" - um templo transitório para um povo em transição. "O tabernáculo era uma estrutura temporária, levada para todo lugar até que os israelitas estivessem unificados política e espiritualmente". Como precursor do templo de Salomão, o tabernáculo teve muita das mesmas funções e propósitos. Israel tomou-se uma nação com a libertação da escravidão no Egito. Nessa época, a presença de Deus era manifesta através de uma nuvem de dia e de uma coluna de fogo à noite. Quando os israelitas ficaram livres da perseguição de Faraó, o Senhor deu ordens para a construção do tabernáculo:
"E me farão um santuário, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis" (Êxodo 25.8,9). "E consagrarei a tenda da congregação e o altar; também santificarei Ano e seus filhos, para que me oficiem como sacerdotes. E habitarei no meio dos filhos de Israel e serei o seu Deus. E saberão que eu sou o Senhor, seu Deus, que os tirou da terra do Egito, para habitar no meio deles; eu sou o Senhor seu Deus" (Êxodo 29.44-46).
Mesmo durante a peregrinação de Israel no deserto, Deus fez preparativos para o futuro, quando o tabernáculo se transformasse em templo: "Mas buscareis o lugar que o Senhor, vosso Deus, escolher de todas as vossas tribos, para ali pôr o seu nome, e sua habitação; e para lá ireis... Mas passareis o Jordão e habítareis na terra que vos fará herdar o Senhor, vosso Deus; e vos dará descanso de todos os vossos inimigos em redor, e morareis seguros. Então, haverá um lugar que escolherá o Senhor, vosso Deus, para ali fazer habitar o seu nome; a esse lugar fareis chegar tudo o que vos ordeno: os vossos holocaustos, e os vossos sacrifícios, e os vossos dízimos, e a oferta das vossas mãos, e toda escolha dos vossos votos, fritos ao Senhor" (Deuteronômio 12.5,10,11).
Depois da nação entrar na Terra Prometida, e de Davi tomar-se rei, Deus lhe falou sobre a construção do templo. O sonho de Davi tomou-se a realidade de Salomão. Quando o templo foi consagrado, a presença visível de Deus passou do tabernáculo para o templo. "Porque escolhi e santifiquei esta casa, para que nela esteja o meu nome perpetuamente; nela, estarão fixos os meus olhos e o meu coração todos os dias" (2 Crônicas 7.16). O tabernáculo temporário preparou o caminho para o templo permanente ao estabelecer o padrão e o propósito da adoração de Israel ao Senhor. Quando Israel passou do tabernáculo para o templo, o local da presença de Deus se tomou fixo e consagrado para o resto da história.
Qual é o propósito do templo de Israel?

O templo de Israel dava ao povo de Deus um símbolo visível da Sua presença invisível e servia para ensinar muitas lições aos judeus. Apesar de Israel ser [aparentemente] como os gentios pelo fato de todos terem templos relacionados a deuses, o templo de Israel era diferente de várias maneiras:
Em todo o antigo Oriente Médio, templos eram construídos como residências reais para os deuses do povo. A obrigação do homem era suprir as necessidades físicas dos deuses: comida, água, vestimentas e inúmeras cortesias. Em troca desses serviços, esperava-se que os deuses suprissem as necessidades humanas.
A adoração israelita era o contrário desse conceito pagão de deus e templo. O Deus israelita não era um deus local, nem podia ser limitado a um local. Ele era o Deus transcendente, cujo Ser não podia ser limitado a qualquer estrutura física e que não precisava de abrigo nem proteção.
Além disso, o Deus israelita não precisava de suprimentos humanos. Era Ele quem supria as necessidades humanas a partir de um suprimento divino infinito... A presença de Deus não habitava no templo israelita da mesma forma que um deus estava presente em todos os outros templos pagãos do mundo. Por isso o Deus de Israel não podia ser representado na forma de ídolo (Êxodo 20.4; Deuteronômio 4.15-19) nem colocado num templo (Ezequiel 8.2-12) conforme a prática da religião de Canaã.
O templo israelita, ao invés de ser um lugar onde as necessidades de Deus eram supridas, era um lugar onde Deus supria as necessidades do Seu povo.
Desde o Jardim do Éden, Deus queria ter comunhão com Seu povo e estar presente entre ele. A gramática hebraica em Gênesis 3.8 sugere que antes da queda o Jardim do Éden era um santuário onde Deus se encontrava com Adão e Eva para ter comunhão. "Quando ouviram a voz do Senhor Deus, que andava no jardim pela viração do dia, esconderam-se da presença do Senhor Deus, o homem e sua mulher, por entre as árvores do jardim."
Depois da entrada do pecado no mundo, o Deus santo não podia mais se encontrar face a face com a humanidade pecaminosa. Desse modo, a expulsão do santuário e o envio de guardas angelicais foram necessários (Gênesis 3.22-24).
Para Deus restabelecer a presença e o relacionamento santos com a humanidade num mundo pecador, um lugar sagrado devia ser construído. O tabernáculo de Israel, e mais tarde o templo supriram essa necessidade.
Apesar do propósito geral de Deus estabelecer Sua presença e de mostrar seu favor a Seu Povo Escolhido, muitas outras razões também podem ser percebidas: o templo era uma recordação diária de que Deus era um Deus santo e Israel uma nação escolhida; o sacerdócio e os rituais diários demonstravam que para pecadores poderem chegar à presença de Deus, é necessário um meio de aproximação; a obra de Cristo na cruz era prevista nos sacrifícios diários; e isso também ensinava que Israel devia viver uma vida separada e santa a cada dia. O templo oferecia um local físico e visível para a santidade do céu habitar no meio da criação pecadora.
Onde a Bíblia fala sobre o templo dos últimos dias?
A Bíblia fala sobre dois templos no futuro de Israel. Os dois primeiros templos já passaram, os dois últimos ainda aparecerão. O templo da Tribulação (o terceiro templo) será o próximo, o templo do Milênio (o quarto templo) aparecerá depois que Jesus, o Messias, voltar ao planeta Terra e o construir para ser usado durante Seu reinado messiânico.


 

Fonte cacp
 


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