Passado sujo
O estado do vaticano não pode gloriar-se do seu passado.
Todas as nações orgulham-se de seus heróis e festejam seus
benfeitores, mas o Estado do Vaticano evita mencionar seu passado ou
reproduzir a biografia de muitos de seus papas, cujas vidas não
harmonizaram com o que diziam representar. Pressionam para que
esqueçamos o passa-lo da Igreja e de muitos papas, mas com seus
métodos, açôes e intolerância revelam que "Roma será sempre a mesma".
Em 1215 o Papa Inocéncio III proclamou-se "Vigário de Cristo no Céu e
no Inferno"; a seguir, proibiu a leitura da Bíblia, instituiu a
Inquisição e mandou massacrar milhares de Cartaros (albigenses)
Cristãos.
O Papa Nicolau V, ano 1447, autorizou o Rei de Portugal, guerrear
povos africanos, tomar lhes as propriedades e fazer escravos. Esse
papa dizia: "Eu sou tudo em todos, minha vontade prevalecerá, Cristo
mandou Pedro embainhar a espada, mas eu mando desembainhar".
Durante a Idade Média (anos 500 a 1700), o papado eliminou 50 milhões
de Cristãos, uma média de 40 mil pôr ano, pôr não se submeterem a ele.
Na noite de 24 de agosto de 1572, a Igreja festejou a noite de São
Bartolomeu massacrando 70 mil protestantes franceses. O papa Gregório
XIII comemorou ordenando que cantassem o Te Deun, cunharam moedas
comemorativas e trocaram presentes.
Tuta scelera esse possunt, secura nom possunt.
Na inquisição a "crueldade era tanta que desenterravam os cadáveres,
puxavam-nos pelas ruas, depois os queimavam". (Languedoc Tomo III). O
astrónomo Galileu foi ameaçado pela inquisição pôr afirmar que a
"terra gira em torno do Sol". Temendo a fogueira retratou-se, mas
ainda de diante do papa reafirmava aos seus amigos: "Mas que gira,
gira".
Em 1534, surgiu no cenário do Catolicismo uma Ordem sinistra: foi a
que mais sangue derramou: Propunha "varrer da terra os Maçons,
Muçulmanos e Protestantes". Essa Ordem foi fundada pôr um espanhol,
Inigo Lopes de Recalde, ex-pagem da corte e militar. Ferido numa
batalha, perdeu sua aparência física: não podendo mais fazer a corte,
adotou o pseudónimo de Inácio de Loióia, pôr ter nascido no Castelo de
Loióla, e fundou a Ordem dos Jesuítas. Agem de tal forma na sociedade
que devido seus estratagemas, os bons dicionários os identifica como
Hipócritas e astuciosos.
O Papa Clemente VII os repudiava chamando-os de "intrigantes", outro
papa. Clemente XIV ano 1773, aboliu a Ordem, mas Pio VII, ano 1800,
restaurou os jesuítas que se dizem "Defensores do Papa e braço direito
da Igreja". Os Jesuítas foram expulsos de Portugal em 1759, da França
em 1762, da Dinamarca em 1766, da Espanha em 1767. Também foram
expulsos de Malta em 1768, etc., etc... (Lima: História da
Civilização. Pág. 449).
Na segunda Guerra Mundial o Clero abençoava publicamente as tropas de
Mussoline que partiam para massacrar a Abissínia na esperança de
implantar naquele país a "Santa Madre Igreja católica" caso a Itália
triunfasse. Após a Guerra encontramos o Estado do Vaticano fornecendo
passaportes falsos, facilitando a fuga de criminosos de guerra como o
caso do carrasco nazista Eichemann.
Dom Luciano Cabral referiu-se a uns 80 a 100 bispos "progressistas"
que pôr índole seriam semelhantes aos dois padres franceses que
insuflaram homens uns contra os outros no Norte do Brasil e aos
"padres que lutaram ao lado de Fidel Castro na Sierra Maestro". (Veja,
30-1-80).